Amado leitor, esperamos que esteja acompanhando nossa série intitulada “O caminho para a glória”; além disso, esperamos que esteja sendo abençoado pelos artigos. Neste texto, meditaremos sobre a passagem de Mateus 15:21-28, em que Jesus se depara com uma mulher cananeia que clama pela cura de sua filha que estava endemoninhada. O propósito do evangelho de Mateus, nesse capítulo, era o de mostrar que não era o lavar as mãos que o Senhor queria, mas sim o “comer” Dele, ou seja, tomá-Lo como comida. Não importa quantas vezes possamos lavar as mãos, ainda estaremos com fome. Ou seja, Deus não está preocupado apenas com nossa condição exterior, mas com a interior.
Logo após Jesus falar a respeito do lavar as mãos e do comer, Ele conduz seus discípulos para Tiro e Sidon, e uma mulher cananéia começa a segui-los, chamando a Jesus de “Filho de Davi”. Como Jesus não respondeu, os discípulos intervieram e disseram para que o Senhor a despedisse. Quando Jesus atentou para que o que ela disse, respondeu: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (versículo 24). Isto é, o Senhor estava dizendo que, como “Filho de Davi”, Ele viera somente às ovelhas perdidas da casa de Israel. A salvação era, inicialmente, apenas para o povo judeu. Então a Bíblia nos diz que ela, não se contentando com a resposta do Senhor Jesus, adorou-O, dizendo: “Senhor, socorre-me!”. O Senhor, porém, respondeu: “Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (v.26) (vale lembrar que os judeus consideravam os gentios como cães). A mulher não se ofendeu; porém, replicou: “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem das mesas dos seus donos” (v. 27). E no versículo 28, o Senhor Jesus responde: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.”
Querido leitor, todos nós somos “imundos” diante de Deus, somos pecadores por natureza. A grande questão nessa passagem é: como podemos nos limpar interiormente? A resposta é simples: alimentando-nos de Cristo pela fé. Enquanto desfrutamos do Senhor como nosso alimento, estamos sendo purificados interiormente. Lembre-se do povo de Israel: depois que foi tirado do Egito por um grande milagre, era alimentado diariamente pelo maná, o qual era enviado do céu pelo próprio Deus. Qual era o objetivo? Além de alimentar o povo, a maior intenção de Deus era a de desintoxicar aquele povo das comidas do Egito, de limpá-los interiormente.
Para nos alimentarmos de Cristo, por fé, devemos ser aqueles que O conhecem e se relacionam com Ele de maneira adequada. Amado leitor, que estas palavras possam encorajá-lo neste momento a não desanimar por causa de sua condição diante de Deus. Muitas vezes, Satanás tenta nos acusar, fazendo-nos lembrar dos nossos erros e pecados cometidos no passado, dizendo que Deus se esqueceu de nós, que Ele não responderá nossas orações. Mas Deus conhece nosso coração e sabe da nossa condição, somente Ele pode nos purificar por intermédio de Sua Palavra. Não desanime, antes, alimente-se de Cristo pela fé. Permita que a Palavra de Deus faça a obra para a qual ela foi designada.



Segundo a Bíblia, ser próspero pode ser associado a seguir a justiça, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.... Em outras palavras, ser próspero é viver por Cristo e para Cristo! Isso nos garante a totalidade de nossa herança na eternidade, herança cuja ferrugem não a dissipa nem a leva o ladrão.
Por outro lado, acredito firmemente que nosso Deus, o Criador, pode tornar-nos ricos financeiramente durante nossa existência terrena, sim Ele pode! Todavia, a busca pelas riquezas (ou "prosperidade" como alguns gostam de dizer) por meio da fé em Jesus é algo avesso à vontade de Deus. Buscar enriquecimento mediante a fé é um grande equívoco e esse erro tem levado muitos cristãos a perderem sua fé e se desviarem do caminho da verdade.
Deus não está preocupado com nossas posses, muito menos se vivemos em grande regalia, mas com a nossa maturidade espiritual. Afinal, um dia teremos de encará-lo e o que vamos apresentar a Ele?
Por essa razão, a Bíblia nos adverte: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."  (Mt 6:33).
Contudo, a pergunta persiste: queremos ser prósperos?
Imagino que, assim como eu, sua resposta deve ser sim. Então, precisamos buscar a vontade de Deus em primeiro lugar, não a nossa! Também será necessária muita dedicação aos estudos e ao trabalho. Fazer tudo com muito amor e honestidade, e, sim, Deus nos abençoará! Não devemos incorrer em outro erro, o da barganha. Alguns visando riquezas, controversamente, oferecem suas economias e até mesmo os próprios pertences, em supostos altares sagrados, ludibriados pela própria cobiça! Esquecem-se de que o altar somos nós e que Deus não pode ser comprado. É particularmente insensato pensar na possibilidade de barganhar com Deus usando aquilo que Ele nos permitiu possuir. Não se escandalize, a ofensa não está no ato de ofertar, jamais! Mas sim no propósito do coração do ofertante: o Reino de Deus ou o próprio reino?
Oras, devemos ou não ofertar? Isso é muito importante saber!
Claro que devemos ser gratos! Precisamos reconhecer o cuidado e a misericórdia de Deus para conosco e ofertar conforme diz as escrituras “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9:7). Perceba que aquele que oferta com amor e com alegria o faz por gratidão, não deseja nada em troca. Na verdade, já é possuidor das bênçãos divinas!
Podemos exigir de Deus prosperidade financeira?
Outro ponto precisa ficar claro. Não devemos cometer esse outro absurdo:  querer dar ordens a Deus ou exigir Dele os desejos de nosso âmago! Alguns cristãos, por ainda serem bebês espirituais se julgam no direito de fazer exigências, dizem coisas do tipo "Senhor eu fiz minha parte, completei as campanhas de minha igreja, paguei meus dízimos.... Agora dê-me o que lhe peço!"  Ou ainda "Eu determino isso e aquilo..."
Faça-se algumas perguntas: “Quem é o Senhor? E quem é o servo? Pode a criatura direcionar as ações do Criador?” Percebe? Deus não é obrigado a nada! Ele faz o que Lhe aprouver fazer, e nos concede o que Ele julga propício conceder!
Ser rico é pecado?
Claro que não! Mas a Bíblia deixa claro que onde estiver o nosso tesouro ali estará nosso coração (Mt 6:21). Por isso, se desejamos ser prósperos, que o nosso tesouro seja, em primeiro lugar, o Reino de Deus e Sua Justiça. Ele é justo! Sejamos também!
Finalmente, quanto a alguns cristãos que se iludem presos a ensinamentos sobre prosperidade, sem se dedicarem ao estudo e ao trabalho, digo-lhes: "Não sejam ignorantes! Não busquem prosperidade dentro das igrejas, lá vocês devem buscar amadurecimento espiritual. Busquem o Reino de Deus e Sua justiça! Leiam mais a Bíblia e procurem aprender mais dela!”
Para concluir, leia atentamente as palavras do Apóstolo Paulo: 
“Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão” (1 Timóteo 6:8-11).
Que nosso amor por Ele seja sem reservas ou segundas intenções. 




Que “bela” vaidade é a vida! Nossos dias e toda nossa glória são como a erva, como a flor do campo. Tudo tem o seu tempo determinado. É sábio quem entende que não há coisa melhor do que fazer o bem e alegrar-se com aqueles que, de coração puro, buscam a Deus.
Infelizmente algumas pessoas, pensam ser melhores que outras, há, ainda, aqueles cuja humildade precisa tornar-se humilde. De qualquer modo, toda arrogância e prepotência se finda. É como disse o Mestre “não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada” (Mateus 24:2).
Então que sentido há em viver?
Certamente nenhum se passarmos por essa vida sem que possamos tocar a vida de alguém, mudar o universo de alguém, ajudar alguém, ser importante para alguém. Atitudes como essas nos libertam de nós mesmos e nos tornam pessoas bem-aventuradas, pois todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo.
O mestre também disse “derrubem o templo e eu o reconstruirei em três dias” (João 2:19). Com tudo isso, a que conclusão podemos chegar?
Concluo que, o mais importante não são os templos de pedra que resultam das obras de nossas mãos, meras vaidades, mas o templo ressurreto que resulta do que nos tornamos. Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Coríntios 3:16)




Diante das palavras do Apóstolo dos gentios: “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8). Devemos nos perguntar: O evangelho que pregamos baseia-se na sabedoria humana ou no conhecimento de Cristo Jesus?
Paulo, ainda conhecido como Saulo, era alguém respeitado, portador de credenciais invejáveis: circuncidado ao oitavo dia, como exigia a tradição; da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin (tribo que deu origem ao 1º Rei – Saul); hebreu de hebreus, isto é: um Israelita legítimo, filho de pai e mãe hebreus; no tocante a Lei era fariseu – a seita mais severa da religião judaica (cf. Atos 26:5); quanto ao zelo era perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na Lei era irrepreensível (Fp 3:5-6). Paulo era a pessoa sob a qual outros se dobravam diante de seu conhecimento. Foi educado na escola de Gamaliel. Era poliglota, e seguramente falava o aramaico, o hebraico, o latim e o grego. Ele era inegavelmente exaltado e temido entre os homens. O que o faria abandonar todo seu prestígio e status social? Apenas uma coisa: o conhecimento de Cristo.
O apóstolo não somente abandonou tudo o que era e possuía como também considerou todas suas credenciais, desde seu nascimento, linhagem e educação privilegiada, como refugo para ganhar a Cristo! Refugo é algo desprezado e considerado como inútil. Sim, ele havia entendido que Cristo era tudo quanto precisava, não havia reservas em seu coração.
Nesse contexto, algumas questões práticas merecem reflexão em relação ao nosso viver cristão atual: Cristo está de fato em primeiro lugar em nossa vida? Será que nossa linhagem (sobrenome), posição eclesiástica dentro de um grupo de fé (diácono, presbítero, pastor, bispo...), formação intelectual (teólogo, engenheiro, advogado, médico...) ou qualquer outro status social ou religioso afasta de nós a simplicidade, o amor e a humildade nas relações interpessoais? Será, ainda, que essas coisas possuem algum valor que nos impede de, tal como Paulo, nos dobrarmos diante de Cristo sem qualquer tipo de reserva?
Que o evangelho que pregamos tenha por base o puro conhecimento de Cristo e que seja afastada de nós a mera eloquência, a sabedoria dos homens e as frases prontas de efeito que atingem a emoção, mas em nada contribuem para a espiritualidade. Sejamos tolerantes, amáveis e inclusivos como convém a aprendizes de Cristo.




Amado leitor, ao seguirmos o Senhor no caminho para a glória, experimentaremos rejeição, falta de suprimento e a tempestade no mar[1] (Mt. 14:1-36). Depois disso, nos defrontaremos ainda com as acusações da religião. Esclarecemos aqui que, por religião, entendemos o sistema criado pelo homem que fala de Deus, que tem os seus dogmas, mas que não vive uma realidade de comunhão com Ele. Muitas vezes, conhecem a Deus só de ouvir falar, porém nunca O viram de fato.
No capítulo 15 do Evangelho de Mateus, Jesus se depara com os religiosos da época, os fariseus e escribas, que acusavam os discípulos de Jesus de não lavarem as mãos quando comiam. Afirmavam ainda que, com essa atitude, os discípulos de Jesus estavam transgredindo a tradição dos anciãos, ou seja, a tradição dos líderes religiosos daquela época. Porém, Jesus replicou: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” (Mt 15:3).
Essa situação proporcionou a Jesus a oportunidade de revelar a verdade sobre a real “limpeza”. Jesus advertiu os religiosos dizendo que “não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mt 15:11). Jesus preocupava-se com a condição do coração do homem, e não somente a aparência. Isso revela que os discípulos de Jesus não guardavam as velhas tradições dos anciãos para seguir o Senhor.
Querido leitor, a “tradição” não é um mandamento da Bíblia, mas se refere a algo inventado ou iniciado pelo homem. O mandamento, porém, não é algo inventado pelo homem, mas criado por Deus. O próprio Senhor Jesus não atentou para a tradição, pelo contrário, referiu-se sempre à Palavra de Deus.
Portanto, se quisermos seguir o Senhor no caminho para a glória, precisamos ser aqueles que atentam para a Palavra de Deus, que O conhecem, que sabem identificar a Sua voz e O seguem de todo o coração. Isso certamente provocará ciúmes e perseguição por parte da religião.
Os fariseus se escandalizaram por causa da palavra do Senhor Jesus e, por isso, Ele disse aos seus discípulos: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mt 15: 13-14). As pessoas inseridas na religião estão cegas e não sabem para onde estão indo. Querido leitor, o apóstolo Paulo já nos advertira que “quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”.
Que sejamos aqueles que perseveram em seguir o Senhor no caminho para a glória, sem desviar para a direita nem para a esquerda. E que suportemos as acusações da religião a fim de agradarmos o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que Deus vos abençoe!

                          


Prezado leitor, esperamos que as palavras destes artigos estejam servindo de estímulo e encorajamento em sua vida cristã para que você prossiga firme e perseverante nos caminhos do Senhor. Embora a caminhada pareça turbulenta, a recompensa valerá à pena. Não desista! Continue nos acompanhando nessa jornada e, com certeza, você obterá vitória.

Na terceira parte desta mensagem, abordaremos a passagem relativa à tempestade no caminho. Jesus, enquanto esteve aqui na terra, ensinava aos seus discípulos através das diversas circunstâncias que ocorriam na vida dos seus seguidores. Uma delas é a tempestade no caminho (Mt. 14:22-33).

Após alimentar uma grande multidão no meio do deserto, Jesus chamou os seus discípulos para ir a outro lugar. Eles subiram no barco e, quando já estavam a muitos metros da margem, sobreveio uma grande tempestade que aterrorizou os discípulos. Além disso, segundo a Bíblia, o vento lhes era contrário. Nesse momento Jesus dormia tranquilamente.

O que podemos aprender desse fato? Quando a “tempestade” nos sobrevém, que lições extraímos dela? Eis a questão que deve nortear nossas decisões em momentos conflituosos. Há muitos “ventos contrários” que nos sobrevêm: doenças na família, desemprego, abandono, rejeição e o aumento da iniquidade que, certamente, nos trazem muitas aflições. Mas Jesus manda-nos ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo.

 Nossa atitude deve ser de confiar em Deus, mesmo que seja difícil. Ele venceu o mundo e é Nele que também podemos vencer. Enquanto as ondas açoitavam o barco, Jesus dormia. Isso não indica que o Senhor está indiferente aos nossos problemas, mas significa que nada pode contra o nosso Deus e, no momento certo, Deus proverá o livramento. Bastou-lhe apenas uma palavra e “o mar e o vento” se acalmaram.

O Senhor nos convida a agir baseados na Sua Palavra. Pois pela Palavra de Deus é que Pedro pôde andar sobre as águas. E depois que passamos pela tempestade, não somos mais os mesmos. Passamos por ela, mas não somos destruídos; antes, saímos dela transformados e mais confiantes no Deus que possuímos!

Quando os discípulos, juntamente com Jesus, chegaram do outro lado, várias pessoas foram curadas. Sabe qual o significado disso, caro leitor? Tudo o que passamos durante a “tempestade” traz-nos lições preciosas para o nosso viver. Deus, ao forjar o nosso caráter por intermédio das tribulações, nos usará para curar essa sociedade corrompida pelo pecado.

Prezado leitor, apegue-se com firmeza às verdades ouvidas. Todo poder está na Palavra de Deus. Com ela, Jesus derrotou as tentações de Satanás e, do mesmo modo, com a palavra habitando ricamente em nós, também podemos vencer. Não pense que podemos vencer apenas com a força de vontade. Sim, ela é necessária, todavia, nossa vitória é certa quando confiamos Naquele que tudo pode em nossas vidas: Jesus!



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“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (1 Jo 4:3).

O que nos faz pensar que conhecemos a Deus? Será que sabemos realmente quem Ele é? Creio que a melhor resposta é: não sabemos! Não sabemos o quanto o conhecemos, e, certamente, cada um de nós é extremamente limitado para entender substancialmente quem Ele é. Mas temos uma certeza, Ele nos ama! E é o amor Dele que nos sustenta e fortaleza para vencermos as intempéries de nossa existência.
É de conhecimento de todo cristão que nossa esfera humana não pode conhecê-Lo em sua totalidade, nem mesmo somos capazes de precisar a mínima fração de que O sabemos! Por outro lado, uma coisa é certa: aquele que não ama não O conhece! Perceba que o vínculo que nos une é o amor! Isso é uma decorrência imediata da natureza Dele, Deus é amor! 
A inevitabilidade de amar e de se sentir amado é algo intimamente ligado as razões que nos estimulam a viver, lutar por nossos sonhos e estabelecer relações afetivas. Consegue imaginar uma vida sem amor? Ela, de fato, nem mesmo existiria. Então... Pense comigo: o que acontece quando, por qualquer motivo, sentimos o  amor escasso em nossas vidas?
A resposta que vou dar é empírica e não pretende abranger todos os casos, isso parece-me impossível, mas não obstante, pode-se dizê-la axiomática: A falta de amor (genericamente falando) nutre pensamentos que acabam por tornar a vida de muitas pessoas solitária e cheia de dissabores. Diversas delas, conscientes de sua necessidade de amar e, principalmente, de se sentirem amadas, buscam, por exemplo, suprir essas faltas se aventurando nos mais diversos entretenimentos ou amargando horas em redes sociais. 
Na primeira, é sabido que os problemas amanhecem com quem os têm, eles não ficam nas doses de bebidas ou em outros meios de fuga. Já, as redes sociais acabam por deturpar o conceito de realidade. Por exemplo, conferir as supostas felicidades alheias, por vezes, ampliam o descontentamento de quem as observam. Paralelamente, aqueles que postam, em demasia, os seus problemas e não recebem o retorno afetivo esperado, podem ser levados à atitudes súbitas e descabidas, dignas de grande arrependimento posterior. O que resta diante de situações como esta? Notoriamente, o viés de fé.
A fé é um ponto importante, muitas pessoas testemunham mudanças extraordinárias de vida e isso não pode ser negado. Todavia,  entre os conhecedores das Escrituras Sagradas, outro equívoco é cometido com grande frequência. Na tentativa de contornar suas insatisfações, problemas financeiros, ou buscando curas para enfermidades físicas, frequentam templos religiosos e, se entregam aos ditos rituais de fé, acreditando que esse esforço (meramente humano) poderá resolvê-las. Todavia, o resultado, quase sempre, não é o almejado. Por que isso acontece?
Aqui a resposta é trivial, mas ainda assim, espantosamente, muitos se surpreendem: Deus não se vende, tão pouco está submetido a qualquer tipo de procedimento no qual o "servo" após realizá-los ganhe poderes acima do Criador, obrigando-O a realizar os seus desejos. 
Pessoas que se enquadram nas disposições acima citadas, mesmo noutros ambientes, tendem a proceder sem domínio próprio de suas ações. Não suportam o sucesso de outras e são levadas a situações desconfortáveis entre amigos e familiares. Porque, para elas, as relações interpessoais se mostram tão hostis?
A respeito de todas essas coisas, muitas podem ser nossas indagações! Mas, talvez, a mais importante delas seja uma auto pergunta: “Eu sei amar?”
Como saber disso?
A resposta possui um universo bastante amplo! Todavia, há um termômetro que nos auxilia nesse aspecto. Quer conhece-lo? Se você leu até aqui, acredito que sim. Vamos lá...
Quem ama é dado à compreensão e por isso tolera muitas coisas. Isso não a diminui, pelo contrário, a exalta! Cristo, mesmo sendo Deus, e por amor, vestiu-se de humanidade e, enquanto figura humana, humilhou-se e foi fiel ao Pai até a morte. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome (Filipenses 2:9). Quem ama expressa gratidão! Quem ama não expõe o outro a situações vexatória, antes é protetor, temperado e não oferece inimizades. Quem ama cuida, confia e sente ciúmes, mas não é lançado ao mar das desconfianças, porque no amor não há medo.
Há muito o que dizer, todavia, alcançar o amor de Deus é a solução que procuramos! É a resposta para nosso aperfeiçoamento! Na verdade, Ele já nos ama! Resta-nos, apenas, tornarmo-nos recipientes adequados para conter esse amor.
Como fazer isso?
Pois bem, essa é a parte prática! Mas, algumas dicas podem realmente ajudar!
A busca não deve ser por belos templos ou grandes rituais, mas por agradar a Cristo! Esqueça a tentativa de resolver os anseios do seu âmago, busque saber qual é a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2), os conflitos se dissiparão por si só!
No que tange as relações interpessoais, não queira ter sempre a razão. Seja um bom ouvinte: escute muito, fale pouco, pondere suas palavras!
No princípio essas dicas podem realmente ajudar. Todavia, elas são paliativas, pois agradam nosso exterior e, por si só, não trazem uma mudança de fato. A real transformação ocorre no sentido inverso, de seu interior para o exterior e só o Espírito Santo de Deus pode forjá-la!
Então, busque as mudanças, mas, ao mesmo tempo entregue-se a Deus clamando: “Oh, Espírito Santo, faça morada em meu coração e molda-me conforme a imagem de Jesus Cristo, o Filho de Deus”.
Se essa for, verdadeiramente, sua escolha, viver por Cristo e para Cristo, você gradativamente experimentará as mais aprazíveis transformações! Não só Cristo habitará em você, mas você também encontrará habitação Nele! Esse é o mais perfeito aperfeiçoamento!  Guarde essas palavras: "Tão importante quanto receber Deus em nossas vidas é encontrarmos habitação Nele!"

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele". (1 João 2:5)




Enquanto os ditames do mundo bombardeiam as famílias, moral e espiritualmente, a igreja é a única instituição onde a família cristã pode refugiar-se e sobreviver aos ataques do maligno (MT 16.18 b). Ao mesmo tempo, não existe a igreja sem a reunião dessas famílias. Dessa forma, a relação existente entre a família e igreja é fundamental para a existência de ambas.
Deus nos ensinou que só existe uma coisa que conduz o seu povo a perdição: a falta de conhecimento (Os 4.6). A igreja é uma porta aberta para o ensino cristão. Em cada momento que nos reunimos, temos uma oportunidade única para estudarmos a palavra de Deus para então aplicá-la, adequadamente, nas mais diversas situações em nossa vida pessoal.
Na igreja, nossos filhos são corroborados em princípios cristãos e instruídos em caráter. Precisamos motivar os nossos filhos e cônjuge a lerem e estudarem a Bíblia (Sl 1.2). O nosso lar cristão quando abre as portas para a palavra, abre tanto para a felicidade quanto para o êxito. Cultuar a Deus no lar nada mais é que cumprir uma ordenança Divina (DT 6.6-9, Pv 1.7-9;6.20).
Quando nos esforçamos em conduzir nossos filhos e família a um relacionamento pessoal com Deus através do ensino da palavra, estamos não somente preparando-os a uma vida saudável e sem contaminação com o mundo, mas, levando-os a se tornarem filhos de Deus maduros e apitos para receberem o Seu galardão.
A igreja tanto é uma extensão de nossa casa, quanto nossa casa deve ser uma extensão da igreja. Tudo começa no lar e não existirá igreja forte se as famílias estiverem fracas. O que conduz qualquer família ao desmoronamento é a ausência de Deus. Em contrapartida, a presença de Deus torna um lar agradável e Pacífico. Numa casa, onde há tempo para se buscar a Deus e adorá-lo a atmosfera é agradável e santa.
A Bíblia nos ensina que se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam (Sl 127.1). O Senhor bate a nossa porta e devemos abrir para que Ele entre, sente à nossa mesa e ceie conosco (Ap 3.20). Quanto mais íntimos de Deus, mais afastados seremos do mundo.
Concluo que o nosso Deus é um Deus de relacionamentos. O pai da eternidade é um Pai amoroso que deseja ser íntimo de todos os seus filhos, instruindo-os na verdade e fortalecendo-os para a vitória. Todavia, o cuidado para que a igreja seja forte cabe a nós. Devemos buscar o conhecimento de Deus através da Bíblia e, também, conduzir nossas famílias pelo mesmo caminho. Essa é nossa responsabilidade, sejamos servos bons e fiéis!





Vimos no artigo anterior que aqueles que almejam reinar com Cristo serão rejeitados. Porém, ao experimentar a rejeição, somos logo consolados pelo Senhor e experimentamos gozo, alegria e paz. Ele nunca nos desamparará. Porém, veremos agora que aquele que deseja reinar com Cristo experimentará necessidades[1].
Havia uma multidão seguindo a Jesus por terra enquanto Ele se afastou para um lugar deserto, após sofrer rejeição. Jesus compadeceu-se daquela multidão e curou os seus enfermos (Mt. 14:13-14). Como o dia já terminava, os discípulos de Jesus pediram-lhe que despedisse a multidão para que cada um comprasse para si o que comer. Jesus, porém, voltando-se aos discípulos, replicou-lhes: “dai-lhes, vós mesmos, de comer.”[2]
Os discípulos então responderam que não havia, entre eles, senão cinco pães e dois peixes. Então Jesus pediu que toda a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e dois peixes, fez uma oração ao Pai, abençoando aqueles alimentos e, partindo-os, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem à multidão.
Diz-nos a Bíblia que havia entre a multidão cerca de cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças que os acompanhavam. Todos foram alimentados e sobejaram ainda doze cestos cheios.
Esse milagre conhecido e reconhecido por todos aqueles que amam e conhecem a Palavra de Deus traz-nos um ensinamento encorajador para todos nós. Em algum momento de nossa jornada com Cristo, sofreremos carência em algumas das nossas necessidades. O Senhor, porém, as conhece todas e nunca nos desamparará; ainda que estejamos no meio de um deserto e nos pareça tarde demais.
Além do desfrute da rica provisão do Senhor para nós, seus discípulos, há outro item que gostaria de ressaltar aqui. Os seguidores de Jesus tinham algo a oferecer, embora parecesse insuficiente. Tinham apenas cinco pães e dois peixes. Mas esses poucos recursos, quando colocados nas mãos certas, são multiplicados e podem alimentar uma grande multidão.

Prezado leitor, ao ler estas poucas linhas, você talvez esteja pensando em desistir de seguir a Cristo. Afinal, as dificuldades são tantas e parecem não terem solução. Nós encorajamos você a colocar seus recursos nas mãos do Senhor, a orar e confiar que Ele providenciará o melhor. Mas talvez você pense: “Como? O que eu tenho não é suficiente...”.  Amado leitor, apenas ore e entregue tudo nas mãos Daquele que tudo pode! Ele efetuará um milagre e usará você para abençoar outros.




[1] Confira Evangelho Segundo Mateus 14: 14:21

Quando iniciamos a leitura da Bíblia Sagrada vemos que o autor não se exauriu em descrever detalhes da criação divina no livro de Genesis, Ele transcorre na sua exposição com tanta riqueza e detalhes na manifestação divina na sua grandiosa obra.
Ao debruçarmos nos primeiros versículos vemos Deus agindo por meio de Sua palavra: “E disse Deus: Haja luz; e houve luz” (Gn 1:3). Em seguida Ele diz: “Haja entre as águas um firmamento que separe águas de águas" (Gn 1:6). E assim, Ele prossegue em sua maravilhosa criação, quando Deus termina sua obra, ela é perfeita. Todavia, para que houvesse Sua expressão, Ele cria o homem, e o cria segundo sua imagem e semelhança (Gn 1.27).
A partir da criação do primeiro homem, Adão, e sua adjutora, Eva, Deus começa a se relacionar com a humanidade. Porém, sabemos que esse bom começo não transcorreu como o Criador desejava devido à transgressão cometida pelo primeiro casal.
O Senhor, nosso Deus, sempre quis e continua querendo relacionar-se com o homem. Por isso, no decorrer dos séculos, Ele procura falar conosco, mas este relacionamento veio se tornando cada vez mais improvável e, em alguns casos impossível, não por parte do Criador, mas pela parte do homem.
Como afastamos Deus de nós?
Por causa de nossos pecados! A Bíblia diz que nossos pecados fazem separação entre nós e Ele (Is 59:2).
Todavia, Deus não nos abandona e promove meios para restaurar o seu relacionamento com a humanidade. Vemos no livro de Êxodo, a partir do capitulo 3, Deus chamando um homem para um novo relacionamento: Moisés. O desejo Dele é claro, estar novamente próximo do homem. Ao decorrermos o livro de Êxodo, contemplamos o grande livramento de um povo, que clamava pelo Deus de Abraão, Isaque e Israel, por libertação. A partir do capítulo 12, versículo 37 desse mesmo livro, Deus fala ao seu servo Moises para que ele construa um tabernáculo, pois assim, Ele estaria no meio do seu povo. Glórias ao Senhor!
A Bíblia dedica 43 capítulos consecutivos (Êxodo 25 ao 40 e Levítico 1 ao 27) e mais algumas partes das Escrituras como: Números, Hebreus e Apocalipse, para tratar sobre a habitação de Deus, nesta revelação estão escondidos tesouros espirituais de conhecimento e verdade. Provérbios 25.2 diz: “A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis”.
Deus sempre desejou habitar no meio de seu povo, pois é desejo eterno Dele relacionar-se intimamente conosco.  Essa verdade é revelada a nós de forma progressiva na Bíblia. Vejamos:
Primeiro Deus habitou com o homem antes que o pecado danificasse esse relacionamento (Gn 3.8,24). Segundo, Deus caminhou e conversou com Noé e outros patriarcas em suas épocas (Genesis 6.9). Para isso, Ele se manifestou a Abraão, Isaque e Israel, algumas vezes em Teofania (Gn17.1,26.24 e 35.1). Terceiro, Deus esteve no meio do seu povo através do tabernáculo (Êx 25.8,22 ). Ele habitou com o Israel redimido, Aleluia! Quarto, Deus fala para o Rei Davi que um de seus filhos, edificaria uma casa para Ele (I Cr  17.1 -15 ), Quinto, a perfeita e plena revelação de Deus está na pessoa do Senhor Jesus Cristo, Ele é a plenitude da divindade (Cl 1.19 e 2.9), Ele é Deus em forma humana, Ele é o tabernáculo e o templo (Jo 2.19-21), Ele é a Palavra e se fez carne (Jo 1.14). Sexto, Deus habita na sua Igreja através de seu filho Jesus Cristo (Efésios 3.16-21).  Sétimo, a revelação final da habitação de Deus é vista na revelação da Cidade Santa, a Nova Jerusalém (Ap 21.3).
Concluo dizendo a você, caro leitor, que Deus sempre quis e continua querendo relacionar-se comigo e com você chamando-nos de filhos. Todavia, para que esse relacionamento seja legítimo, cada um de nós, precisa reconhecer que é pecador e se arrepender, verdadeiramente, dos pecados cometidos, e, aceitar a Jesus Cristo como nosso único e suficiente salvador. Pois, Ele é o único mediador entre nós e o Deus Pai (1Tm 2:5). E, finalmente, deixo-vos um conselho: Aproximem-se daqueles que acreditam e confiam na Bíblia. As pessoas falham, Deus, entretanto, nos ama e é fiel.
Deus vos abençoe!



Prezado leitor, abordaremos neste artigo e nos próximos, um assunto de suma importância para aqueles que amam a Deus e desejam alcançar o prêmio a nós destinado. Abordaremos com simplicidade, mas com profundidade algumas experiências que o próprio Senhor Jesus passou até ser Glorificado. O objetivo deste artigo consiste em levar você, querido leitor, amar mais a Palavra de Deus e gerar um desejo em seu coração de conhecer mais Sua vontade e se consagrar ao Seu propósito.
Visto que estamos sendo conduzidos à Glória pelo próprio Senhor Jesus (Hb. 2:10), faz-se necessário conhecer algumas experiências pelas quais o Senhor Jesus passou e que servem de orientação para as nossas vidas. Entenda essas lições como um mapa que pretende nos conduzir de maneira clara pelo caminho determinado por Deus para que alcancemos o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
No final do capítulo 12 do Evangelho de Mateus, a rejeição ao Rei do Reino dos Céus chega ao clímax. Tudo isso, fez com que o Senhor Jesus se voltasse dos judeus para os gentios. Para representar essa mudança, o capítulo 13 do mesmo livro, diz que Jesus entrou num barco à beira mar. Isso significa que Ele entrou na Igreja[1], ou seja, Ele se voltou dos judeus para os gentios. Na Igreja, Ele começa a revelar os mistérios do Reino dos Céus, e, somente aqueles que o amam, entenderiam os seus mistérios (Mt. 13: 10 - 17).
Mas a rejeição ao Rei do reino dos céus não para por aí, Ele também foi rejeitado pelos galileus, que representam aqueles que conheciam a Jesus segundo a carne. Jesus havia sido criado na Galileia e, no entanto, os seus habitantes não O reconheciam como alguém especial, como o Cristo, o enviado de Deus. Por isso o Senhor Jesus não realizou muitos milagres entre eles[2].
Jesus, o Rei do reino dos céus, também foi rejeitado pela política da época, aqui representada por Herodes – um tetrarca pagão –, já que, naquele momento, os judeus estavam sob o domínio do Império Romano. Ou seja, naquela geração, não havia lugar para o Rei celestial. No sistema político, há corrupção e trevas. Isso levou o Senhor Jesus a se retirar para o deserto (Mt. 14:13), “abandonando”, portanto, aquela geração.
Querido leitor, se almejamos reinar com Cristo e seguir com Ele no caminho rumo à glória, sofreremos rejeição. O apóstolo Paulo diz na Segunda Epístola a Timóteo que “(...) todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm. 3: 12).
Portanto, saiba que a perseguição realizada pela religião, pelos que nos conhecem segundo a carne e pela política, apenas corrobora o fato de que estamos no caminho para a glória. Se o próprio Jesus foi perseguido, nós, como seus discípulos, também o seremos. Mas não abandonemos nossa confiança, ela tem grande galardão (Hb. 10: 35)!



[1] A Igreja aqui está tipificada pelo “barco”.
[2] Conferir Mateus 13:23 – 14:13.


As palavras do Salmo 23 soam muito familiares em lares cristãos e até não cristãos. Muitos expõem suas palavras em quadros na parede ou até mesmo deixam-nas expostas em suas Bíblias na estante. Pois sua mensagem nos transmite um sentimento de segurança e de consolo, a saber: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”. Porém gostaríamos, neste texto, de estender um pouco mais a reflexão acerca da mensagem contida nesse salmo.
A primeira parte do salmo, citada acima, consiste no seu tema principal. A partir do versículo seguinte, o salmista descreve diversas situações que enfrentamos em nossa jornada cristã. A primeira delas são os “pastos verdejantes e as águas tranquilas” ou “águas de descanso”. Sem dúvida, essas são palavras de consolo para todo aquele que conheceu Jesus. Nele encontramos alívio, descanso e alimento.
Porém, o que nos é apresentado na sequência, é um convite a prosseguir. Após sermos alimentados e confortados em Cristo, o salmista nos convida a dar mais um passo: “guia-me pelas veredas da justiça por amor do Seu Nome”. Nessa situação, nos deixamos conduzir pelo Senhor não somente por Suas bênçãos, mas por amor ao Seu Nome. Ou seja, seguimo-Lo porque aprendemos a amá-Lo. Em seguida, passamos pelo “vale da sombra da morte” – que pode ser definido como situações de grande sofrimento e provação. Mas o Senhor está conosco, não devemos temer, pois “Sua vara e Seu cajado nos consolam”!
No próximo passo, o Senhor “prepara uma mesa na presença dos [nossos] adversários”. Ou seja, é como se estivéssemos numa batalha, no meio de uma guerra e, nessa condição, o Senhor nos convida a nos alimentar Dele. Ele prepara uma “mesa na presença dos nossos inimigos.” Ainda nesse estágio, o Senhor nos “unge com óleo e nosso cálice transborda”, isto é, o Senhor nos forja nas diversas situações para poder nos usar a fim de abençoar outros.
E, por fim, no último passo, a “bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre”. Aqui, nesse estágio da vida cristã, nós somos edificados juntamente com outros santos, ou seja, ninguém foi chamado por Deus para servir sozinho. Devemos servi-Lo em coordenação com outros membros do Corpo de Cristo e permitir que o Senhor nos edifique como a Sua Casa.
Esperamos que as palavras desse Salmo possam continuar a servir de consolo e encorajamento para você, caro leitor. Se este artigo abençoou você, compartilhe-o com alguém e acesse nossas redes sociais! Que Deus te abençoe.





Vamos partir de um princípio: a Bíblia diz que "aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor" (1 Jo 4:8)! Primariamente, precisamos possuir a capacidade de amar, isto é, de no compadecer pelo próximo. Se somos assim capazes, então o primeiro passo para conhecer a Deus já foi dado.
Por outro lado, algumas pessoas possuem grande dificuldade em desenvolver a empatia. Elas, muitas vezes, acabam por optar pela individualidade e, em casos mais extremos, pela solidão. Todavia, essa conduta não pode ser traduzida, contundentemente, como a falta de Deus, mas como um pedido de amparo para aqueles que, supostamente, conhecem a Deus. Nessas situações, quem nós somos? Aqueles que dizem: “Bem feito, está colhendo o que plantou!” Ou aqueles que exercitam sua capacidade de amar? Perceba que o amor de Deus em nós já fora posto à prova!
Agora vamos tomar o caminho inverso. O que a falta do amor de Deus pode provocar na vida humana? É provável que o principal sintoma da falta desse amor seja os pensamentos ruins. Eles são, de fato, oriundos do inimigo de Deus e tornam a vida de muitas pessoas solitária, vazia e cheia de dissabores. Esses pensamentos inclinam-se para morte e provocam morte! Aqui cabe uma segunda reflexão: “Como estão meus pensamentos na maior parte do tempo, em coisas boas ou em coisas ruins?” Essa autoanálise ajuda-nos a reconhecer se nosso “amormômetro” acusa nível crítico. Diante dessa situação, o que a Bíblia nos recomenda? Leiamos:
“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4:8).
Talvez você esteja pensando: “Em que momento esse artigo vai me passar a receita do bolo? Quero saber logo como ter certeza se me falta o amor de Deus!” Pois bem, não há a tal “receita do bolo”, mas acalme-se! É claro que existem inegáveis indicadores, tanto para a falta quanto para a presença de tal sublime amor em nós.
 Sejamos práticos, quando nos falta fé, compreensão, tolerância, gratidão..., quando nos sobram exacerbados motivos para sentimentos e pensamentos ruins, esses são fortes indícios da falta do amor de Deus em nós. Que fique claro, essas são escolhas pessoais de cada um, Deus está pronto para amar e “abastecer” cada ser humano com seu Santo Espírito.
De outra parte, a Bíblia é clara ao afirmar que “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8:14). Claro que o amor de Deus está presente nestes! Não obstante, é válido lembrar que, estando presente o Espírito de Deus os seus frutos são automática e paulatinamente produzidos: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e o domínio próprio” (Gl 5:22). Afinal, pelo fruto se conhece a árvore (Mt 12:33)!


“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” (Isaías 49:15).

Introdução
Embora o amor de uma mulher por seu filho seja resultado de uma ligação física através da relação materna, por várias circunstâncias da vida, tanto espiritual, emocional ou por outra razão, ela poderá se esquecer de seu filho. Porém, Deus jamais se esquece de seus filhos, aqueles que invocam o seu nome, a saber: Jesus.
A palavra esquecer tem o significado de: apagar da lembrança, pôr de lado, desprezar, perder o amor, a estima, tirar da memória. Temos uma vasta aprendizagem sobre o significado desta palavra e o quanto ela se torna dura na vida de quem foi esquecido, no caso aqui tratado (versículo 15 de Isaias), pela sua mãe.
Existem pelo menos duas possibilidades que fazem com que uma mãe se esqueça de seu filho:

1° A mãe pode ser desnaturada, ou seja, que não tem sentimentos naturais, desumana ou cruel. 
Exemplos: Aquelas que entregam seus filhos para outras pessoas sem qualquer razão justificável. Ou, as que os abandonam no lixo. Ou ainda, em casos extremos, as que assassinam seus filhos.

2° A mãe pode estar sofrendo uma crise muito forte.
Exemplo: Crise conjugal ou alguma doença psicológica.

Sabe-se que desde a década de 70, os índices de adolescentes gravidas têm aumentado e a média de idade de gestantes diminuído. No Brasil, estima-se que 20 a 25% do total de mulheres gestantes sejam adolescentes. O Brasil é um dos campeões em aborto no mundo. Além disso, a cada 2 dias um bebê é abandonado nas grandes cidades. Cerca de 15% das mulheres sofrem depressão pós-parto conhecido como período puerperal da mulher. Elas perdem o interesse e o prazer de viver, tem alteração de sono e as vezes rejeitam o bebê.
Por outro lado, Deus não se esquece de você! Sabe o por quê? Porque Ele é onipresente: nada escapa de seu olhar (provérbios 15.3); onisciente: conhece todas as coisas em nossa vida (Mateus 10.30); oniciênte: a mente de Deus é eterna (Amós 8.7).

Alicerce Bíblico
Em Genesis capitulo 12, Deus prometeu uma benção a Abraão, mas somente 430 anos depois cumpriu essa promessa (êxodo 2.24), que diz “... e lembrou Deus o pacto que fizera com Abraão...”
Deus não se esquece de seus filhos, veja algumas razões:
1° porque somos a coroa da sua criação (Mateus 6.25,26);
2° por causa de seu imensurável amor (Romanos 5.8);
3° por causa da sua misericórdia (Lamentações 3.22,23);
4° por causa da sua grande fidelidade (II Timóteo 2.13).

Conclusão
Concluo este breve estudo dizendo que, mesmo nos momentos difíceis da nossa vida onde todas as possibilidades humanas já se esgotaram, onde tudo ou todos podem nos abandonar ou esquecerem-se de nós, temos um Deus poderoso e maravilhoso que jamais nos esquece. Mesmo em tempos passados quando o homem O havia esquecido, Ele, mesmo assim, enviou o seu filho, o seu único filho, por amor a humanidade (João 3.16). Esse é o recado de Deus para cada um de nós: Mesmo que o Homem se esqueça de mim, Eu o Senhor, jamais me esquecerei da humanidade. Deus nos abençoe!






Nós abordaremos um assunto mais amplo futuramente (“O caminho para a Glória”[1]), por isso faz-se necessário esclarecer dois conceitos basilares, porém muito importantes, que a Bíblia nos mostra acerca da diferença entre salvação e recompensa (ou galardão). Já que a Palavra de Deus traz essa distinção entre os dois temas, acreditamos que nossos leitores poderão ser ajudados no seu entendimento das Escrituras com a abordagem feita a seguir, embora o espaço aqui destinado não seja suficiente pra esgotar o assunto.
A salvação é algo que nos foi dado pela graça, basta-nos crer e ela nos é dada gratuitamente, isto é, não dependeu das nossas obras como está descrito nas passagens a seguir: Efésios 2:8; Romanos. 3:24, 6:23; João 3:16 dentre outras. A salvação, portanto, é um dom gratuito dado por Deus a nós, os que cremos no Seu Nome. Todo aquele que crê, tem a vida eterna. A palavra “graça” já indica algo que não merecíamos, mas que Deus fez por nós, enviando Seu Único Filho pra morrer em nosso lugar na cruz, efetuando assim a Redenção e abrindo a possibilidade do homem de se reconciliar com Deus. O sacrifício feito por Jesus foi completo e satisfez a Justiça de Deus, não sendo possível nenhum ato nosso para modificar tal situação. Isso quer dizer que não tivemos parte nesse processo de salvação inicial. Tudo foi feito por Jesus de acordo com o plano do Pai.
Mas a Bíblia também fala de galardão ou de uma recompensa que será dada no futuro, a todos aqueles que viveram em fidelidade para com Deus, cumpriram sua vontade e consagraram suas vidas ao Seu propósito eterno. Nesse caso, nós não estamos pagando a salvação, pois Deus não exige algo em troca. A salvação é um dom, um presente dado por Deus. Entretanto, a recompensa é dada por nossa fidelidade e trabalho, isso exige de nós uma obra. Na epístola de Paulo aos Romanos, capítulo 11, a eleição da graça é mencionada, Paulo nos esclarece no versículo 6 que: “se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça”. Ademais, no Evangelho Segundo Mateus 16: 27, Jesus afirmou: “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras”.(grifo nosso)
Portanto, a Bíblia nos mostra claramente a diferença entre salvação e recompensa. A salvação é um presente dado a nós, os que cremos, basta-nos crer de todo o coração e temos a vida eterna.  Ela pode ser desfrutada hoje por aqueles que a receberam. Por sua vez, o galardão nos será dado como uma recompensa por nossa fidelidade, no futuro, após crermos no Senhor Jesus como Nosso Único e Suficiente Salvador, se exercermos com fidelidade o serviço concedido a nós pelo Senhor Jesus.
Então amado leitor, se você já creu no Senhor Jesus persiga o prêmio, que o Senhor tem reservado a todos aqueles que o amam e, por isso, se consagram. Se você ainda não creu no Senhor Jesus como Único e Suficiente Salvador, abra o seu coração e invoque o Nome do Senhor Jesus e peça para que Ele te salve e a salvação de Deus entrará hoje em sua casa. Até breve!



[1] Uma série de artigos que serão publicados oportunamente.