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Segundo a Bíblia, ser próspero pode ser associado a seguir a justiça, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.... Em outras palavras, ser próspero é viver por Cristo e para Cristo! Isso nos garante a totalidade de nossa herança na eternidade, herança cuja ferrugem não a dissipa nem a leva o ladrão.
Por outro lado, acredito firmemente que nosso Deus, o Criador, pode tornar-nos ricos financeiramente durante nossa existência terrena, sim Ele pode! Todavia, a busca pelas riquezas (ou "prosperidade" como alguns gostam de dizer) por meio da fé em Jesus é algo avesso à vontade de Deus. Buscar enriquecimento mediante a fé é um grande equívoco e esse erro tem levado muitos cristãos a perderem sua fé e se desviarem do caminho da verdade.
Deus não está preocupado com nossas posses, muito menos se vivemos em grande regalia, mas com a nossa maturidade espiritual. Afinal, um dia teremos de encará-lo e o que vamos apresentar a Ele?
Por essa razão, a Bíblia nos adverte: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."  (Mt 6:33).
Contudo, a pergunta persiste: queremos ser prósperos?
Imagino que, assim como eu, sua resposta deve ser sim. Então, precisamos buscar a vontade de Deus em primeiro lugar, não a nossa! Também será necessária muita dedicação aos estudos e ao trabalho. Fazer tudo com muito amor e honestidade, e, sim, Deus nos abençoará! Não devemos incorrer em outro erro, o da barganha. Alguns visando riquezas, controversamente, oferecem suas economias e até mesmo os próprios pertences, em supostos altares sagrados, ludibriados pela própria cobiça! Esquecem-se de que o altar somos nós e que Deus não pode ser comprado. É particularmente insensato pensar na possibilidade de barganhar com Deus usando aquilo que Ele nos permitiu possuir. Não se escandalize, a ofensa não está no ato de ofertar, jamais! Mas sim no propósito do coração do ofertante: o Reino de Deus ou o próprio reino?
Oras, devemos ou não ofertar? Isso é muito importante saber!
Claro que devemos ser gratos! Precisamos reconhecer o cuidado e a misericórdia de Deus para conosco e ofertar conforme diz as escrituras “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9:7). Perceba que aquele que oferta com amor e com alegria o faz por gratidão, não deseja nada em troca. Na verdade, já é possuidor das bênçãos divinas!
Podemos exigir de Deus prosperidade financeira?
Outro ponto precisa ficar claro. Não devemos cometer esse outro absurdo:  querer dar ordens a Deus ou exigir Dele os desejos de nosso âmago! Alguns cristãos, por ainda serem bebês espirituais se julgam no direito de fazer exigências, dizem coisas do tipo "Senhor eu fiz minha parte, completei as campanhas de minha igreja, paguei meus dízimos.... Agora dê-me o que lhe peço!"  Ou ainda "Eu determino isso e aquilo..."
Faça-se algumas perguntas: “Quem é o Senhor? E quem é o servo? Pode a criatura direcionar as ações do Criador?” Percebe? Deus não é obrigado a nada! Ele faz o que Lhe aprouver fazer, e nos concede o que Ele julga propício conceder!
Ser rico é pecado?
Claro que não! Mas a Bíblia deixa claro que onde estiver o nosso tesouro ali estará nosso coração (Mt 6:21). Por isso, se desejamos ser prósperos, que o nosso tesouro seja, em primeiro lugar, o Reino de Deus e Sua Justiça. Ele é justo! Sejamos também!
Finalmente, quanto a alguns cristãos que se iludem presos a ensinamentos sobre prosperidade, sem se dedicarem ao estudo e ao trabalho, digo-lhes: "Não sejam ignorantes! Não busquem prosperidade dentro das igrejas, lá vocês devem buscar amadurecimento espiritual. Busquem o Reino de Deus e Sua justiça! Leiam mais a Bíblia e procurem aprender mais dela!”
Para concluir, leia atentamente as palavras do Apóstolo Paulo: 
“Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão” (1 Timóteo 6:8-11).
Que nosso amor por Ele seja sem reservas ou segundas intenções. 




Que “bela” vaidade é a vida! Nossos dias e toda nossa glória são como a erva, como a flor do campo. Tudo tem o seu tempo determinado. É sábio quem entende que não há coisa melhor do que fazer o bem e alegrar-se com aqueles que, de coração puro, buscam a Deus.
Infelizmente algumas pessoas, pensam ser melhores que outras, há, ainda, aqueles cuja humildade precisa tornar-se humilde. De qualquer modo, toda arrogância e prepotência se finda. É como disse o Mestre “não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada” (Mateus 24:2).
Então que sentido há em viver?
Certamente nenhum se passarmos por essa vida sem que possamos tocar a vida de alguém, mudar o universo de alguém, ajudar alguém, ser importante para alguém. Atitudes como essas nos libertam de nós mesmos e nos tornam pessoas bem-aventuradas, pois todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo.
O mestre também disse “derrubem o templo e eu o reconstruirei em três dias” (João 2:19). Com tudo isso, a que conclusão podemos chegar?
Concluo que, o mais importante não são os templos de pedra que resultam das obras de nossas mãos, meras vaidades, mas o templo ressurreto que resulta do que nos tornamos. Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Coríntios 3:16)




Diante das palavras do Apóstolo dos gentios: “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8). Devemos nos perguntar: O evangelho que pregamos baseia-se na sabedoria humana ou no conhecimento de Cristo Jesus?
Paulo, ainda conhecido como Saulo, era alguém respeitado, portador de credenciais invejáveis: circuncidado ao oitavo dia, como exigia a tradição; da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin (tribo que deu origem ao 1º Rei – Saul); hebreu de hebreus, isto é: um Israelita legítimo, filho de pai e mãe hebreus; no tocante a Lei era fariseu – a seita mais severa da religião judaica (cf. Atos 26:5); quanto ao zelo era perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na Lei era irrepreensível (Fp 3:5-6). Paulo era a pessoa sob a qual outros se dobravam diante de seu conhecimento. Foi educado na escola de Gamaliel. Era poliglota, e seguramente falava o aramaico, o hebraico, o latim e o grego. Ele era inegavelmente exaltado e temido entre os homens. O que o faria abandonar todo seu prestígio e status social? Apenas uma coisa: o conhecimento de Cristo.
O apóstolo não somente abandonou tudo o que era e possuía como também considerou todas suas credenciais, desde seu nascimento, linhagem e educação privilegiada, como refugo para ganhar a Cristo! Refugo é algo desprezado e considerado como inútil. Sim, ele havia entendido que Cristo era tudo quanto precisava, não havia reservas em seu coração.
Nesse contexto, algumas questões práticas merecem reflexão em relação ao nosso viver cristão atual: Cristo está de fato em primeiro lugar em nossa vida? Será que nossa linhagem (sobrenome), posição eclesiástica dentro de um grupo de fé (diácono, presbítero, pastor, bispo...), formação intelectual (teólogo, engenheiro, advogado, médico...) ou qualquer outro status social ou religioso afasta de nós a simplicidade, o amor e a humildade nas relações interpessoais? Será, ainda, que essas coisas possuem algum valor que nos impede de, tal como Paulo, nos dobrarmos diante de Cristo sem qualquer tipo de reserva?
Que o evangelho que pregamos tenha por base o puro conhecimento de Cristo e que seja afastada de nós a mera eloquência, a sabedoria dos homens e as frases prontas de efeito que atingem a emoção, mas em nada contribuem para a espiritualidade. Sejamos tolerantes, amáveis e inclusivos como convém a aprendizes de Cristo.




“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (1 Jo 4:3).

O que nos faz pensar que conhecemos a Deus? Será que sabemos realmente quem Ele é? Creio que a melhor resposta é: não sabemos! Não sabemos o quanto o conhecemos, e, certamente, cada um de nós é extremamente limitado para entender substancialmente quem Ele é. Mas temos uma certeza, Ele nos ama! E é o amor Dele que nos sustenta e fortaleza para vencermos as intempéries de nossa existência.
É de conhecimento de todo cristão que nossa esfera humana não pode conhecê-Lo em sua totalidade, nem mesmo somos capazes de precisar a mínima fração de que O sabemos! Por outro lado, uma coisa é certa: aquele que não ama não O conhece! Perceba que o vínculo que nos une é o amor! Isso é uma decorrência imediata da natureza Dele, Deus é amor! 
A inevitabilidade de amar e de se sentir amado é algo intimamente ligado as razões que nos estimulam a viver, lutar por nossos sonhos e estabelecer relações afetivas. Consegue imaginar uma vida sem amor? Ela, de fato, nem mesmo existiria. Então... Pense comigo: o que acontece quando, por qualquer motivo, sentimos o  amor escasso em nossas vidas?
A resposta que vou dar é empírica e não pretende abranger todos os casos, isso parece-me impossível, mas não obstante, pode-se dizê-la axiomática: A falta de amor (genericamente falando) nutre pensamentos que acabam por tornar a vida de muitas pessoas solitária e cheia de dissabores. Diversas delas, conscientes de sua necessidade de amar e, principalmente, de se sentirem amadas, buscam, por exemplo, suprir essas faltas se aventurando nos mais diversos entretenimentos ou amargando horas em redes sociais. 
Na primeira, é sabido que os problemas amanhecem com quem os têm, eles não ficam nas doses de bebidas ou em outros meios de fuga. Já, as redes sociais acabam por deturpar o conceito de realidade. Por exemplo, conferir as supostas felicidades alheias, por vezes, ampliam o descontentamento de quem as observam. Paralelamente, aqueles que postam, em demasia, os seus problemas e não recebem o retorno afetivo esperado, podem ser levados à atitudes súbitas e descabidas, dignas de grande arrependimento posterior. O que resta diante de situações como esta? Notoriamente, o viés de fé.
A fé é um ponto importante, muitas pessoas testemunham mudanças extraordinárias de vida e isso não pode ser negado. Todavia,  entre os conhecedores das Escrituras Sagradas, outro equívoco é cometido com grande frequência. Na tentativa de contornar suas insatisfações, problemas financeiros, ou buscando curas para enfermidades físicas, frequentam templos religiosos e, se entregam aos ditos rituais de fé, acreditando que esse esforço (meramente humano) poderá resolvê-las. Todavia, o resultado, quase sempre, não é o almejado. Por que isso acontece?
Aqui a resposta é trivial, mas ainda assim, espantosamente, muitos se surpreendem: Deus não se vende, tão pouco está submetido a qualquer tipo de procedimento no qual o "servo" após realizá-los ganhe poderes acima do Criador, obrigando-O a realizar os seus desejos. 
Pessoas que se enquadram nas disposições acima citadas, mesmo noutros ambientes, tendem a proceder sem domínio próprio de suas ações. Não suportam o sucesso de outras e são levadas a situações desconfortáveis entre amigos e familiares. Porque, para elas, as relações interpessoais se mostram tão hostis?
A respeito de todas essas coisas, muitas podem ser nossas indagações! Mas, talvez, a mais importante delas seja uma auto pergunta: “Eu sei amar?”
Como saber disso?
A resposta possui um universo bastante amplo! Todavia, há um termômetro que nos auxilia nesse aspecto. Quer conhece-lo? Se você leu até aqui, acredito que sim. Vamos lá...
Quem ama é dado à compreensão e por isso tolera muitas coisas. Isso não a diminui, pelo contrário, a exalta! Cristo, mesmo sendo Deus, e por amor, vestiu-se de humanidade e, enquanto figura humana, humilhou-se e foi fiel ao Pai até a morte. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome (Filipenses 2:9). Quem ama expressa gratidão! Quem ama não expõe o outro a situações vexatória, antes é protetor, temperado e não oferece inimizades. Quem ama cuida, confia e sente ciúmes, mas não é lançado ao mar das desconfianças, porque no amor não há medo.
Há muito o que dizer, todavia, alcançar o amor de Deus é a solução que procuramos! É a resposta para nosso aperfeiçoamento! Na verdade, Ele já nos ama! Resta-nos, apenas, tornarmo-nos recipientes adequados para conter esse amor.
Como fazer isso?
Pois bem, essa é a parte prática! Mas, algumas dicas podem realmente ajudar!
A busca não deve ser por belos templos ou grandes rituais, mas por agradar a Cristo! Esqueça a tentativa de resolver os anseios do seu âmago, busque saber qual é a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2), os conflitos se dissiparão por si só!
No que tange as relações interpessoais, não queira ter sempre a razão. Seja um bom ouvinte: escute muito, fale pouco, pondere suas palavras!
No princípio essas dicas podem realmente ajudar. Todavia, elas são paliativas, pois agradam nosso exterior e, por si só, não trazem uma mudança de fato. A real transformação ocorre no sentido inverso, de seu interior para o exterior e só o Espírito Santo de Deus pode forjá-la!
Então, busque as mudanças, mas, ao mesmo tempo entregue-se a Deus clamando: “Oh, Espírito Santo, faça morada em meu coração e molda-me conforme a imagem de Jesus Cristo, o Filho de Deus”.
Se essa for, verdadeiramente, sua escolha, viver por Cristo e para Cristo, você gradativamente experimentará as mais aprazíveis transformações! Não só Cristo habitará em você, mas você também encontrará habitação Nele! Esse é o mais perfeito aperfeiçoamento!  Guarde essas palavras: "Tão importante quanto receber Deus em nossas vidas é encontrarmos habitação Nele!"

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele". (1 João 2:5)




Vamos partir de um princípio: a Bíblia diz que "aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor" (1 Jo 4:8)! Primariamente, precisamos possuir a capacidade de amar, isto é, de no compadecer pelo próximo. Se somos assim capazes, então o primeiro passo para conhecer a Deus já foi dado.
Por outro lado, algumas pessoas possuem grande dificuldade em desenvolver a empatia. Elas, muitas vezes, acabam por optar pela individualidade e, em casos mais extremos, pela solidão. Todavia, essa conduta não pode ser traduzida, contundentemente, como a falta de Deus, mas como um pedido de amparo para aqueles que, supostamente, conhecem a Deus. Nessas situações, quem nós somos? Aqueles que dizem: “Bem feito, está colhendo o que plantou!” Ou aqueles que exercitam sua capacidade de amar? Perceba que o amor de Deus em nós já fora posto à prova!
Agora vamos tomar o caminho inverso. O que a falta do amor de Deus pode provocar na vida humana? É provável que o principal sintoma da falta desse amor seja os pensamentos ruins. Eles são, de fato, oriundos do inimigo de Deus e tornam a vida de muitas pessoas solitária, vazia e cheia de dissabores. Esses pensamentos inclinam-se para morte e provocam morte! Aqui cabe uma segunda reflexão: “Como estão meus pensamentos na maior parte do tempo, em coisas boas ou em coisas ruins?” Essa autoanálise ajuda-nos a reconhecer se nosso “amormômetro” acusa nível crítico. Diante dessa situação, o que a Bíblia nos recomenda? Leiamos:
“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4:8).
Talvez você esteja pensando: “Em que momento esse artigo vai me passar a receita do bolo? Quero saber logo como ter certeza se me falta o amor de Deus!” Pois bem, não há a tal “receita do bolo”, mas acalme-se! É claro que existem inegáveis indicadores, tanto para a falta quanto para a presença de tal sublime amor em nós.
 Sejamos práticos, quando nos falta fé, compreensão, tolerância, gratidão..., quando nos sobram exacerbados motivos para sentimentos e pensamentos ruins, esses são fortes indícios da falta do amor de Deus em nós. Que fique claro, essas são escolhas pessoais de cada um, Deus está pronto para amar e “abastecer” cada ser humano com seu Santo Espírito.
De outra parte, a Bíblia é clara ao afirmar que “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8:14). Claro que o amor de Deus está presente nestes! Não obstante, é válido lembrar que, estando presente o Espírito de Deus os seus frutos são automática e paulatinamente produzidos: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e o domínio próprio” (Gl 5:22). Afinal, pelo fruto se conhece a árvore (Mt 12:33)!