Amado leitor, ao seguirmos o Senhor no caminho para a glória, experimentaremos rejeição, falta de suprimento e a tempestade no mar[1] (Mt. 14:1-36). Depois disso, nos defrontaremos ainda com as acusações da religião. Esclarecemos aqui que, por religião, entendemos o sistema criado pelo homem que fala de Deus, que tem os seus dogmas, mas que não vive uma realidade de comunhão com Ele. Muitas vezes, conhecem a Deus só de ouvir falar, porém nunca O viram de fato.
No capítulo 15 do Evangelho de Mateus, Jesus se depara com os religiosos da época, os fariseus e escribas, que acusavam os discípulos de Jesus de não lavarem as mãos quando comiam. Afirmavam ainda que, com essa atitude, os discípulos de Jesus estavam transgredindo a tradição dos anciãos, ou seja, a tradição dos líderes religiosos daquela época. Porém, Jesus replicou: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” (Mt 15:3).
Essa situação proporcionou a Jesus a oportunidade de revelar a verdade sobre a real “limpeza”. Jesus advertiu os religiosos dizendo que “não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mt 15:11). Jesus preocupava-se com a condição do coração do homem, e não somente a aparência. Isso revela que os discípulos de Jesus não guardavam as velhas tradições dos anciãos para seguir o Senhor.
Querido leitor, a “tradição” não é um mandamento da Bíblia, mas se refere a algo inventado ou iniciado pelo homem. O mandamento, porém, não é algo inventado pelo homem, mas criado por Deus. O próprio Senhor Jesus não atentou para a tradição, pelo contrário, referiu-se sempre à Palavra de Deus.
Portanto, se quisermos seguir o Senhor no caminho para a glória, precisamos ser aqueles que atentam para a Palavra de Deus, que O conhecem, que sabem identificar a Sua voz e O seguem de todo o coração. Isso certamente provocará ciúmes e perseguição por parte da religião.
Os fariseus se escandalizaram por causa da palavra do Senhor Jesus e, por isso, Ele disse aos seus discípulos: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mt 15: 13-14). As pessoas inseridas na religião estão cegas e não sabem para onde estão indo. Querido leitor, o apóstolo Paulo já nos advertira que “quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”.
Que sejamos aqueles que perseveram em seguir o Senhor no caminho para a glória, sem desviar para a direita nem para a esquerda. E que suportemos as acusações da religião a fim de agradarmos o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que Deus vos abençoe!

                          


Prezado leitor, esperamos que as palavras destes artigos estejam servindo de estímulo e encorajamento em sua vida cristã para que você prossiga firme e perseverante nos caminhos do Senhor. Embora a caminhada pareça turbulenta, a recompensa valerá à pena. Não desista! Continue nos acompanhando nessa jornada e, com certeza, você obterá vitória.

Na terceira parte desta mensagem, abordaremos a passagem relativa à tempestade no caminho. Jesus, enquanto esteve aqui na terra, ensinava aos seus discípulos através das diversas circunstâncias que ocorriam na vida dos seus seguidores. Uma delas é a tempestade no caminho (Mt. 14:22-33).

Após alimentar uma grande multidão no meio do deserto, Jesus chamou os seus discípulos para ir a outro lugar. Eles subiram no barco e, quando já estavam a muitos metros da margem, sobreveio uma grande tempestade que aterrorizou os discípulos. Além disso, segundo a Bíblia, o vento lhes era contrário. Nesse momento Jesus dormia tranquilamente.

O que podemos aprender desse fato? Quando a “tempestade” nos sobrevém, que lições extraímos dela? Eis a questão que deve nortear nossas decisões em momentos conflituosos. Há muitos “ventos contrários” que nos sobrevêm: doenças na família, desemprego, abandono, rejeição e o aumento da iniquidade que, certamente, nos trazem muitas aflições. Mas Jesus manda-nos ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo.

 Nossa atitude deve ser de confiar em Deus, mesmo que seja difícil. Ele venceu o mundo e é Nele que também podemos vencer. Enquanto as ondas açoitavam o barco, Jesus dormia. Isso não indica que o Senhor está indiferente aos nossos problemas, mas significa que nada pode contra o nosso Deus e, no momento certo, Deus proverá o livramento. Bastou-lhe apenas uma palavra e “o mar e o vento” se acalmaram.

O Senhor nos convida a agir baseados na Sua Palavra. Pois pela Palavra de Deus é que Pedro pôde andar sobre as águas. E depois que passamos pela tempestade, não somos mais os mesmos. Passamos por ela, mas não somos destruídos; antes, saímos dela transformados e mais confiantes no Deus que possuímos!

Quando os discípulos, juntamente com Jesus, chegaram do outro lado, várias pessoas foram curadas. Sabe qual o significado disso, caro leitor? Tudo o que passamos durante a “tempestade” traz-nos lições preciosas para o nosso viver. Deus, ao forjar o nosso caráter por intermédio das tribulações, nos usará para curar essa sociedade corrompida pelo pecado.

Prezado leitor, apegue-se com firmeza às verdades ouvidas. Todo poder está na Palavra de Deus. Com ela, Jesus derrotou as tentações de Satanás e, do mesmo modo, com a palavra habitando ricamente em nós, também podemos vencer. Não pense que podemos vencer apenas com a força de vontade. Sim, ela é necessária, todavia, nossa vitória é certa quando confiamos Naquele que tudo pode em nossas vidas: Jesus!



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“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (1 Jo 4:3).

O que nos faz pensar que conhecemos a Deus? Será que sabemos realmente quem Ele é? Creio que a melhor resposta é: não sabemos! Não sabemos o quanto o conhecemos, e, certamente, cada um de nós é extremamente limitado para entender substancialmente quem Ele é. Mas temos uma certeza, Ele nos ama! E é o amor Dele que nos sustenta e fortaleza para vencermos as intempéries de nossa existência.
É de conhecimento de todo cristão que nossa esfera humana não pode conhecê-Lo em sua totalidade, nem mesmo somos capazes de precisar a mínima fração de que O sabemos! Por outro lado, uma coisa é certa: aquele que não ama não O conhece! Perceba que o vínculo que nos une é o amor! Isso é uma decorrência imediata da natureza Dele, Deus é amor! 
A inevitabilidade de amar e de se sentir amado é algo intimamente ligado as razões que nos estimulam a viver, lutar por nossos sonhos e estabelecer relações afetivas. Consegue imaginar uma vida sem amor? Ela, de fato, nem mesmo existiria. Então... Pense comigo: o que acontece quando, por qualquer motivo, sentimos o  amor escasso em nossas vidas?
A resposta que vou dar é empírica e não pretende abranger todos os casos, isso parece-me impossível, mas não obstante, pode-se dizê-la axiomática: A falta de amor (genericamente falando) nutre pensamentos que acabam por tornar a vida de muitas pessoas solitária e cheia de dissabores. Diversas delas, conscientes de sua necessidade de amar e, principalmente, de se sentirem amadas, buscam, por exemplo, suprir essas faltas se aventurando nos mais diversos entretenimentos ou amargando horas em redes sociais. 
Na primeira, é sabido que os problemas amanhecem com quem os têm, eles não ficam nas doses de bebidas ou em outros meios de fuga. Já, as redes sociais acabam por deturpar o conceito de realidade. Por exemplo, conferir as supostas felicidades alheias, por vezes, ampliam o descontentamento de quem as observam. Paralelamente, aqueles que postam, em demasia, os seus problemas e não recebem o retorno afetivo esperado, podem ser levados à atitudes súbitas e descabidas, dignas de grande arrependimento posterior. O que resta diante de situações como esta? Notoriamente, o viés de fé.
A fé é um ponto importante, muitas pessoas testemunham mudanças extraordinárias de vida e isso não pode ser negado. Todavia,  entre os conhecedores das Escrituras Sagradas, outro equívoco é cometido com grande frequência. Na tentativa de contornar suas insatisfações, problemas financeiros, ou buscando curas para enfermidades físicas, frequentam templos religiosos e, se entregam aos ditos rituais de fé, acreditando que esse esforço (meramente humano) poderá resolvê-las. Todavia, o resultado, quase sempre, não é o almejado. Por que isso acontece?
Aqui a resposta é trivial, mas ainda assim, espantosamente, muitos se surpreendem: Deus não se vende, tão pouco está submetido a qualquer tipo de procedimento no qual o "servo" após realizá-los ganhe poderes acima do Criador, obrigando-O a realizar os seus desejos. 
Pessoas que se enquadram nas disposições acima citadas, mesmo noutros ambientes, tendem a proceder sem domínio próprio de suas ações. Não suportam o sucesso de outras e são levadas a situações desconfortáveis entre amigos e familiares. Porque, para elas, as relações interpessoais se mostram tão hostis?
A respeito de todas essas coisas, muitas podem ser nossas indagações! Mas, talvez, a mais importante delas seja uma auto pergunta: “Eu sei amar?”
Como saber disso?
A resposta possui um universo bastante amplo! Todavia, há um termômetro que nos auxilia nesse aspecto. Quer conhece-lo? Se você leu até aqui, acredito que sim. Vamos lá...
Quem ama é dado à compreensão e por isso tolera muitas coisas. Isso não a diminui, pelo contrário, a exalta! Cristo, mesmo sendo Deus, e por amor, vestiu-se de humanidade e, enquanto figura humana, humilhou-se e foi fiel ao Pai até a morte. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome (Filipenses 2:9). Quem ama expressa gratidão! Quem ama não expõe o outro a situações vexatória, antes é protetor, temperado e não oferece inimizades. Quem ama cuida, confia e sente ciúmes, mas não é lançado ao mar das desconfianças, porque no amor não há medo.
Há muito o que dizer, todavia, alcançar o amor de Deus é a solução que procuramos! É a resposta para nosso aperfeiçoamento! Na verdade, Ele já nos ama! Resta-nos, apenas, tornarmo-nos recipientes adequados para conter esse amor.
Como fazer isso?
Pois bem, essa é a parte prática! Mas, algumas dicas podem realmente ajudar!
A busca não deve ser por belos templos ou grandes rituais, mas por agradar a Cristo! Esqueça a tentativa de resolver os anseios do seu âmago, busque saber qual é a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2), os conflitos se dissiparão por si só!
No que tange as relações interpessoais, não queira ter sempre a razão. Seja um bom ouvinte: escute muito, fale pouco, pondere suas palavras!
No princípio essas dicas podem realmente ajudar. Todavia, elas são paliativas, pois agradam nosso exterior e, por si só, não trazem uma mudança de fato. A real transformação ocorre no sentido inverso, de seu interior para o exterior e só o Espírito Santo de Deus pode forjá-la!
Então, busque as mudanças, mas, ao mesmo tempo entregue-se a Deus clamando: “Oh, Espírito Santo, faça morada em meu coração e molda-me conforme a imagem de Jesus Cristo, o Filho de Deus”.
Se essa for, verdadeiramente, sua escolha, viver por Cristo e para Cristo, você gradativamente experimentará as mais aprazíveis transformações! Não só Cristo habitará em você, mas você também encontrará habitação Nele! Esse é o mais perfeito aperfeiçoamento!  Guarde essas palavras: "Tão importante quanto receber Deus em nossas vidas é encontrarmos habitação Nele!"

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele". (1 João 2:5)




Enquanto os ditames do mundo bombardeiam as famílias, moral e espiritualmente, a igreja é a única instituição onde a família cristã pode refugiar-se e sobreviver aos ataques do maligno (MT 16.18 b). Ao mesmo tempo, não existe a igreja sem a reunião dessas famílias. Dessa forma, a relação existente entre a família e igreja é fundamental para a existência de ambas.
Deus nos ensinou que só existe uma coisa que conduz o seu povo a perdição: a falta de conhecimento (Os 4.6). A igreja é uma porta aberta para o ensino cristão. Em cada momento que nos reunimos, temos uma oportunidade única para estudarmos a palavra de Deus para então aplicá-la, adequadamente, nas mais diversas situações em nossa vida pessoal.
Na igreja, nossos filhos são corroborados em princípios cristãos e instruídos em caráter. Precisamos motivar os nossos filhos e cônjuge a lerem e estudarem a Bíblia (Sl 1.2). O nosso lar cristão quando abre as portas para a palavra, abre tanto para a felicidade quanto para o êxito. Cultuar a Deus no lar nada mais é que cumprir uma ordenança Divina (DT 6.6-9, Pv 1.7-9;6.20).
Quando nos esforçamos em conduzir nossos filhos e família a um relacionamento pessoal com Deus através do ensino da palavra, estamos não somente preparando-os a uma vida saudável e sem contaminação com o mundo, mas, levando-os a se tornarem filhos de Deus maduros e apitos para receberem o Seu galardão.
A igreja tanto é uma extensão de nossa casa, quanto nossa casa deve ser uma extensão da igreja. Tudo começa no lar e não existirá igreja forte se as famílias estiverem fracas. O que conduz qualquer família ao desmoronamento é a ausência de Deus. Em contrapartida, a presença de Deus torna um lar agradável e Pacífico. Numa casa, onde há tempo para se buscar a Deus e adorá-lo a atmosfera é agradável e santa.
A Bíblia nos ensina que se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam (Sl 127.1). O Senhor bate a nossa porta e devemos abrir para que Ele entre, sente à nossa mesa e ceie conosco (Ap 3.20). Quanto mais íntimos de Deus, mais afastados seremos do mundo.
Concluo que o nosso Deus é um Deus de relacionamentos. O pai da eternidade é um Pai amoroso que deseja ser íntimo de todos os seus filhos, instruindo-os na verdade e fortalecendo-os para a vitória. Todavia, o cuidado para que a igreja seja forte cabe a nós. Devemos buscar o conhecimento de Deus através da Bíblia e, também, conduzir nossas famílias pelo mesmo caminho. Essa é nossa responsabilidade, sejamos servos bons e fiéis!